Estudos mostram que, desde o final dos anos 1970 do século passado, a necessidade da população mundial por recursos naturais é maior do que a capacidade do planeta em renová-los, dados recentes demonstram que a atual sociedade utiliza cerca de 50% a mais do que a biocapacidade do planeta, em outras palavras, o padrão de consumo per capita demanda um planeta e meio (WWF Brasil, 2013).

Podemos afirmar que o modelo exploratório dos recursos naturais é uma forma irracional de exploração da natureza, que gera o esgotamento do capital natural mais rápido do que sua capacidade de renovação. Essa situação não pode perdurar, senão enfrentaremos, em breve, uma profunda crise socioambiental e uma disputa por recursos.

Inserido nesse cenário, o crescimento da população mundial apresenta grande aceleração, trazendo uma pressão adicional para a produção sustentável e ameaçando a segurança alimentar da sociedade. Caso essa situação se perdure a sociedade pode, em um curto prazo de tempo, aprofundar a crise climática e socioambiental, intensificando a disputa por recursos naturais como alimentos, água doce, fibras, produtos químicos, madeira, princípios ativos, recursos genéticos, entre outros.

É necessário planejar a ocupação e a conservação da paisagem como um todo, a fim de compatibilizar o uso de terras e recursos naturais com a sustentabilidade. Através de um novo ciclo de produção bem sucedido e que integre os aspectos econômicos e sociais com o restabelecimento dos serviços ambientais, essa paisagem pode produzir importantes quantidades de produtos e alimentos, aliviando assim a pressão sobre biomas conservados, como o da Amazônia, proporcionando assim, uma relação mais harmônica entre o homem e a natureza.

Pesquisas e iniciativas privadas já comprovaram a viabilidade de sistemas de produção inteligentes, capazes de conciliar a obtenção de produtividade sustentável, mesmo em terras não mecanizáveis. Essas técnicas devem pautar pela manutenção da resiliências dos ecossistemas e pela manutenção da biocapacidade do planeta Terra.

"Desenvolvimento sustentável significa suprir as necessidades do presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprirem as próprias necessidades”. Gro Harlem Brundtland (1987)
ONU - Organização das Nações Unidas

É nesse contexto que são desenvolvidos os projetos da Triqueda e Real Consultoria, na busca por uma melhor harmonia entre o homem e a natureza. Dessa forma, questiona-se: quais são os bons negócios de um mundo que esquenta? O mundo da “Economia verde” ou “Economia de baixo carbono” pode ser tão rentável ou mais rentável do que o mundo alimentado pelo combustível fóssil.